A moral do Xerife…

Leiam a notícia abaixo, publicada pelo site “congresso em foco” sobre o Senado Romeu Tuma – Corregedor do Senado Federal.

Tuma gastou R$ 14 mil em hotel de cowboy

O corregedor hospedou-se em resort de luxo em Barretos, durante a festa do Peão de Boiadeiro. E mandou a conta para o Senado.

Edson Sardinha e Renata Camargo

Conhecido como xerife do Senado, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) é um homem que não foge às origens. Fiel ao estilo que remete aos filmes de cowboy do velho oeste americano, Tuma passou os últimos dias de agosto num resort country que, segundo a propaganda, alia “conforto” e “rusticidade”, durante a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), a maior do gênero no país. Rápido no gatilho, o senador sacou a conta do bolso e a atirou para o contribuinte, que pagou R$ 14.127,00 pelos três dias de hospedagem no hotel sertanejo.

A nota fiscal, registrada com o número 51093 no Portal da Transparência do Senado, está incluída nos comprovantes dos R$ 20.945,70 ressarcidos ao senador apenas naquele mês para cobrir despesas com locomoção, hotel, restaurante, combustível e lubrificante. Só esse conjunto de despesa consumiu R$ 4,5 milhões dos R$ 10,7 milhões da chamada verba indenizatória, benefício mensal de R$ 15 mil a que têm direito os parlamentares para exercerem o mandato.

Corregedor da Casa há 15 anos, Romeu Tuma é responsável por comandar as investigações sobre os deslizes éticos dos senadores. O “xerife” Tuma, apelido que ganhou quando conduzia a Polícia Federal, confirma que se hospedou no resort country, mas diz que foi à cidade para trabalhar, e não para se divertir. “Sou uma espécie de padrinho da festa. Não fui por lazer. Foi uma atividade política. Tenho muita ligação com a cidade e a festa. Vou muito ao Hospital do Câncer de lá”, disse o senador ao Congresso em Foco.

O petebista afirma que a nota fiscal apresentada cobriu os gastos com hospedagem dele e de outros “dois ou três assessores” no hotel que, segundo ele, “parece casa de cowboy”. Tuma se refere às instalações do Barretos Country Hotel, que se apresenta como “o primeiro resort country do país” em sua página na internet.

Um atendente do hotel confirmou que o senador se hospedou por lá entre os dias 28 e 31 de agosto – de sexta a domingo – e que pagou três diárias por quatro quartos. O funcionário não soube precisar quantas pessoas ocuparam as suítes, mas informou que uma foi reservada em nome de quatro pessoas: Romeu Tuma, Lucas Tuma, Cláudio e Jadir – os sobrenomes desses dois não foram informados. “O Lucas não é da minha equipe, nem da família. Ele é filho de um primo. Ele se hospedou lá também, mas pagou a conta com recursos próprios. Isso é importante”, disse o senador à reportagem.

O senador afirmou que seu gabinete tinha cópia dos comprovantes fiscais que atestam que o primo pagou a conta do próprio bolso, mas que o envio do documento ao site não seria possível porque os funcionários de seu gabinete responsáveis pela prestação das contas estavam de férias. Mesmo que o primo tenha pagado a conta, a diária saiu salgada para o contribuinte: R$ 1.177,25 por cada unidade em cada um dos três dias de hospedagem. Uma diária no Copacabana Palace, por exemplo, sai por R$ 840.

Queima do alho

Durante a festa, o corregedor do Senado foi jurado de um tradicional festival culinário, o da “queima do alho”, realizado no último sábado da festa. O concurso prevê o preparo de comida dos peões de boiadeiro das comitivas de transporte de boiada. O ministro do Trabalho, Carlos Luppi, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, também participaram do júri da última edição.

No ano anterior, o senador participou com os filhos Robson e Romeu Júnior e outros dois cozinheiros do festival. A comitiva da família Tuma não deixou por menos: fez a comida mais saborosa em menos tempo e levou o troféu para casa.

Ainda dentro do resort, Tuma acompanhou o lançamento de uma grife que leva o nome do maior campeonato de rodeio do país. A presença do senador no evento foi destacada em foto por um site especializado na cobertura de rodeio.

O contribuinte que estiver interessado em passar os dias da Festa de Peão no resort, na segunda quinzena de agosto, pode preparar o bolso. O pacote vendido até o último dia 20 para as duas semanas de festa foram fechados por R$ 7.127 cada. O valor inclui apenas a hospedagem e o uso das instalações do resort. Havia outras duas opções para os interessados: R$ 4.210 para quem reservou apenas a primeira semana, e R$ 4.758 para quem optou pela segunda e derradeira semana. Mas os valores já não valem mais. O novo tarifário deve ser divulgado apenas em fevereiro, informa o hotel. “Aqui, é emoção o ano todo”, promete o resort, em sua apresentação na internet.

  • Entendam a função do Corregedor do Senado Segundo a Resolução nº 17, de 1993, que dispõe sobre a Corregedoria Parlamentar, atualmente ocupada pelo então senador Romeu Tuma (PTB-SP).

RESOLUÇÃO Nº 17, DE 1993

Dispõe sobre a Corregedoria Parlamentar.

Art. 1º É criada a Corregedoria do Senado Federal, constituída de um Corregedor e três Corregedores Substitutos, os quais serão eleitos na forma pela qual o são os demais membros da Comissão Diretora.

Art. 2º Compete ao Corregedor ou Corregedor Substituto:

I – promover a manutenção do decoro, da ordem e da disciplina no âmbito do Senado Federal;

II – dar cumprimento às determinações da Mesa referentes a seguranças interna e externa da Casa;

III – supervisionar a proibição de porte de arma, com poderes para revistar e desarmar;

IV – fazer sindicância sobre denúncias de ilícitos no âmbito do Senado, envolvendo Senadores.

Art. 3º O Corregedor poderá, observados os preceitos regimentais e as orientações da Mesa, baixar provimentos no sentido de prevenir perturbações da ordem e da disciplina no âmbito da Casa.

Art. 4º Compete aos Corregedores Substitutos substituírem o Corregedor em seus eventuais impedimentos, de acordo com a ordem de precedência dos respectivos cargos na Mesa.

Art. 5º Em caso de delito cometido por Senador nos edifícios do Senado, caberá ao Corregedor, ou Corregedor Substituto por ele designado, presidir o inquérito instaurado para apuração dos fatos.

§1º Serão observados, no inquérito, o Código de Processo Penal e os regulamentos policiais do Distrito Federal, no que couber.

§2º O presidente do inquérito poderá solicitar a cooperação técnica de órgãos policiais especializados ou requisitar servidores de seus quadros para auxiliar sua realização.

§3º Servirá de escrivão funcionário estável do Senado, designado pelo presidente do inquérito.

§4º O inquérito será enviado, após sua conclusão, à autoridade competente.

§5º Em caso de flagrante de crime inafiançável, realizar-se-á a prisão do agente, que será entregue, com o auto respectivo, ao Presidente do Senado, atendendo-se, nesta hipótese, ao prescrito no art. 53,  § 3º, da Constituição Federal.

Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário.

Senado Federal, 17 de março de 1993

Senador Humberto Lucena, Presidente

Corregedoria é a instituição governamental a quem cabe corrigir os erros e os abusos de autoridades judiciárias e funcionários de justiça.

Ela que é a responsável pelo funcionamento das CPIs no Brasil e à fiscalização do exercício público.

O Corregedor é uma espécie de “Xerife” do Senado, responsável pela ordem da casa, tendo, inclusive, como órgão de apoio a Polícia do Senado Federal (Inciso V, § 1º, Art. 2º da Resolução 59, de 2002, do Senado Federal).

Agora tirem suas próprias conclusões sobre a “MORAL” de ser o “Xerife do Senado”!!!

Mais de R$ 4 milhões com hotéis, restaurantes e gasolina

Despesas com locomoção, alimentação e hospedagem respondem por quase metade dos gastos dos senadores ressarcidos pelo Senado em 2009.
Renata Camargo e Edson Sardinha

Collor foi um dos campeões de gastos com verba indenizatória no Senado: R$ 180 mil

Daria para comprar 40.230 cestas básicas (tomando-se o valor mais alto, de São Paulo, de R$ 104,54). Ou 1,5 milhão de litros de gasolina. Ou ainda 140 automóveis populares zero quilômetro, tomando-se o valor de R$ 30 mil para cada um deles. Ou 13 anos de diária no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (R$ 840 a diária). Hospedagem, alimentação, combustíveis, lubrificantes e aluguel de veículos. Essas foram as despesas mais onerosas dos senadores ressarcidas pelo Senado em 2009 por meio da chamada verba indenizatória. Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra que a Casa gastou R$ 4,2 milhões de toda a verba apenas para cobrir despesas dos gabinetes com hotéis, restaurantes e bares, postos de gasolina, aluguel de carro e táxi aéreo.

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Eles deram 115 voltas na Terra. E você pagou

Os dez senadores que mais gastaram com combustíveis consumiram R$ 436,6 mil, o equivalente a 156 mil litros de gasolina.
Renata Camargo e Edson Sardinha

Os senadores botaram o pé na estrada e pisaram fundo nos gastos com o dinheiro público no ano passado. Somente a despesa dos dez parlamentares que mais gastaram com combustível nos últimos nove meses de 2009 daria para bancar 291 viagens de carro (com a gasolina a R$ 2,80) entre as duas capitais mais distantes do país, Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR), separadas por 5.348 km. Ou percorrer 343 vezes a rodovia mais extensa do Brasil, a BR-101, com seus 4.551 km, que ligam o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Daria também para inspecionar as condições de toda a malha rodoviária asfaltada do território nacional nove vezes. Para gastar o que gastaram com combustível, os dez senadores teriam que rodar 1,5 milhão de quilômetros. Daria para dar 115 voltas em torno da Terra (o diâmetro da Terra é de 13 mil quilômetros).

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A BANCADA DOS NEOMAGROS (revista Veja) Edição 2123 / 29 de julho de 2009

Para diminuir o apetite – por comida –, senadores e deputados
aderem à cirurgia de redução do estômago. Estão uns gatos…


Sandra Brasil

Ana Araujo

O felino do Democratas
O parlamentar exibe gelatinas light que mantém em seu gabinete e revela
sua ambição: "Quero voltar a ser o que eu era na juventude". Cuidado, meninas!

Há uma nova bancada no Congresso: a dos políticos que se submeteram a cirurgias bariátricas – de redução do estômago. A bancada dos neomagros é uma das faces mais visíveis do contingente de 30 000 brasileiros que, por ano, deixam as maratonas em spas, as dietas esdrúxulas e as bolas para emagrecer e optam por um, digamos, posicionamento mais radical diante da realidade calórica. O mais novo integrante dessa bancada é o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), de 58 anos, que se submeteu à intervenção há menos de dois meses. Heráclito exibia 1 metro e 30 centímetros de cintura (40 centímetros a mais do que o ideal) e sofria de três problemas relacionados à obesidade: hipertensão arterial, glicose elevada e apneia do sono – aquelas interrupções da respiração durante a noite. Suas noites eram tão conturbadas por causa do problema que, há quatro anos, ele passou a dormir com um aparelho que injeta ar nos pulmões e, assim, evita sufocamentos.

O senador piauiense lutou contra a balança por quinze anos. Nesse período, adotou os mais diversos tipos de regime. "O pior foi a dieta do atum", lembra. "Durante três meses, só comi esse peixe. Não aguento mais nem sentir o cheiro dele", diz. O mais eficiente foi o corte radical de carboidratos e sua substituição por proteínas e gorduras, conforme a receita preconizada pelo médico americano Robert Atkins (que, aliás, sofreu um infarto). "Cheguei a perder 18 quilos, mas os recuperei de novo, porque não aguentei ficar sem carboidratos", afirma. Mas nada foi mais traumático para ele do que a experiência com Xenical. Nos anos 90, quando ainda era deputado, Heráclito usou o remédio, que facilita a eliminação de gordura pelas fezes. "Naquele tempo, eu não podia ter emoções fortes. Vi colegas que não conseguiam se controlar e se sujavam nos corredores da Câmara", diz. Ainda assim, convenhamos, a sujeira é maior agora, quando já não há deputados tomando Xenical.

Heráclito recorreu a essas tristes memórias para tomar coragem e enfrentar as primeiras semanas do pós-operatório, nas quais ingeriu somente alimentos líquidos, de meia em meia hora, e na quantidade máxima de 50 mililitros a cada vez. O início da segunda etapa, quando passou a fazer sete refeições diárias de 150 mililitros de alimentos pastosos, teve ares de vitória eleitoral. Ele agora está decidido a atropelar na disputa final com a balança. Em quarenta dias, perdeu 20 quilos. "Quero voltar a ser o gato que eu era na juventude", anuncia. Brasília vai tremer.

Ana Araujo e Paulo Lima/Ag. Senado

Foi no fim do ano passado que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de 48 anos, recebeu o diagnóstico que o levaria a decidir-se pela cirurgia bariátrica. Como seu quadro de diabetes havia piorado, o médico ameaçou prescrever-lhe injeções diárias de insulina. "Vi, então, que estava na hora de operar", diz. O diabetes de Demóstenes data de 1995, mas ele não havia mudado seus hábitos alimentares. "Eu era um glutão que comia três pamonhas no lanche. Agora, só consigo comer metade de uma pamonha no lugar da refeição", compara. Ele também passou a fazer exercícios físicos. "Preciso ganhar 7 quilos de músculos para não ter de fazer plástica de abdômen." O número das suas calças caiu de 54 para 46 em seis meses. A nova forma física injetou uma dose de autoestima em Demóstenes. "As paqueras aumentaram muito", comemora ele, que se divorciou há três anos. É, pelo jeito, os políticos brasileiros não pensam só naquilo que todo mundo acha que eles pensam. Pensam também naquiiilo…

Fotos Roosewelt Pinheiro e Cristiano Mariz

No Senado, a pioneira da bancada dos neomagros é a aguerrida Ideli Salvatti (PT-SC), de 57 anos. "Fazer a cirurgia foi uma questão de sobrevivência, porque eu já estava no estágio de obesidade mórbida", diz. "Sem a operação, eu não aguentaria os rojões que seguro no Congresso", diz Ideli, chamada de "pit bull do governo". Desde que se submeteu ao procedimento, em novembro de 2003, a senadora perdeu 40 quilos – quer dizer, 37: três deles voltaram nas eleições de 2008. "Outro dia, tentei em vão levantar a quantidade de peso que perdi em sacos de arroz de 5 quilos cada um. Como eu conseguia carregar aquilo tudo?", pergunta-se. Hoje, Ideli ingere um terço da comida que costumava traçar às refeições. "Passei a me amar muito", afirma. E a ser amada. Bem mais magra, Ideli modernizou o guarda-roupa e começou a namorar um sargento do Exército doze anos mais jovem que ela. Ao lado dele, a danadinha da pitbull até parece uma lulu!

Outra petista que anda de bem com a vida é a deputada Iriny Lopes (PT-ES), de 53 anos. Há quatro anos, ela era obesa mórbida, como Ideli. Optou por reduzir o estômago (com um anel de silicone, em vez de cortar um pedaço), porque tinha picos hipertensivos e apneia do sono. Desde então, perdeu 46 quilos. "Muita gente fica em dúvida se sou eu mesma na versão magra quando me encontra na rua", diz. Iriny tem orgulho do resultado, mas sofreu até alcançá-lo, por causa de uma característica, por assim dizer, muito petista: a sofreguidão. Ela foi parar duas vezes no hospital por ter comido porções de alimentos grandes demais para passar pelo anel de silicone. "A sensação é horrível. Em uma das vezes, a carne só saiu com uma endoscopia", diz. "Depois, aprendi a lição: preciso de pelo menos quarenta minutos para comer com calma e sem conversar com ninguém. Almoço e jantar de trabalho, nem pensar." O deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), de 39 anos, também obteve resultados impressionantes: perdeu 64 dos 157 quilos que pesava até junho de 2008. Foi para a mesa de cirurgia depois de uma suspeita de infarto e de passar meses deprimido. "Eu ficava em casa porque não tinha ânimo para nada e cheguei a ser apontado pela mídia como o deputado mais ausente da Câmara", diz. Agora, comemora a forma conquistada com três sessões semanais de exercícios. "Meu rendimento como parlamentar, pai e marido é outro", garante. É de perguntar se tanta disposição não está saindo mais caro ao
contribuinte.

A cirurgia de redução de estômago só deve ser feita em pessoas com sérios problemas de obesidade ou de diabetes e que precisam mudar seus hábitos, caso dos parlamentares ouvidos nesta reportagem. "A intervenção resolve apenas metade do problema. A outra depende de o paciente fazer atividade física regular e se alimentar de forma saudável", diz Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. A cirurgia não funciona para quem não muda seu estilo de vida. O ex-deputado estadual mineiro Eduardo Brandão (PMDB) continuou a se alimentar de forma desregrada depois de reduzir o estômago, em 2005. Seis meses depois, um infarto o matou aos 47 anos. "Eduardo perdeu 32 quilos, mas continuava comendo gordura e não fazia exercícios", diz a sua viúva, Gláucia Brandão, deputada estadual pelo PPS. Cuidado, portanto, neomagros.

Fotos Ana Araujo e Arquivo pessoal

Fotos Sérgio Cardoso e Cristiano Mariz

Dão motivos de sobra… e nós também damos!

vergonha

Muitas já são as piadas sobre o Congresso Nacional, mas são os próprios Parlamentares que dão motivo para isso!

É claro que não são todos, mas pelos podres, os bons também se contaminam!

A cada dia novos escândalos vêm a tona e as desculpas são as mais ridículas possíveis! “eu não sabia!”, “a culpa não é minha!”, “foi o caseiro!”, “a crise não é minha!”… e saibam: em alguns casos eles têm razão!

A culpa não é EXCLUSIVA deles! é nossa também, que vemos e não denunciamos, que sabemos mas nos omitimos, que acreditamos no “rouba mas faz”, que preferimos não nos incomodar, só dar o jeitinho… que permitimos que fiquem dando esmolas (com o nosso dinheiro!), e ao vermos algo de errado, viramos o rosto e fingimos que nada temos a ver com isso!

Não há necessidade de sermos experts em CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL ou EMPRÉSTIMO PARA BANCO TAL ou RELAÇÕES EXTERIORES COM PAÍS TAL… deixemos para os especialistas discutirem e tirarem suas conclusões! Mas temos que acompanhar o que acontece, as asneiras que os Presidentes falam (digo no plural por que este não foi, não é e nem será o único Presidente que fala asneiras!), as burrices que os parlamentares fazem, os projetos que são votados, quem vota a favor ou contra tal projeto!

Mas enquanto uns debatem as crises, quedas de bolsas, botox de ministras, viagens de deputados, acabamos por esquecer o cidadão que está ao nosso lado no transporte coletivo e ABRE a janela apenas para JOGAR uma lata na rua! esquecemos das crianças mal educadas que fazem tolices, batem nos coleguinhas e ainda comentamos “êta menino bruto! isso, meu filho… com esse ninguém mexe!” ou apenas sorrimos! quando vemos as crianças desde pequeninas aprendendo a falta de educação dos pais que arrotam, batem, jogam lixo nas ruas, não respeitam as pessoas…

Esquecemos do nosso vizinho, que coloca o lixo na porta para ser levado, mas o caminhão só passa no outro dia! do vizinho que não segura seu cachorro na coleira, do vizinho que espanca a esposa e/ou os filhos.

Esquecemos de nós mesmos, que recebemos o troco errado para menos e esbravejamos, mas se recebemos para mais, saimos ligeiro para que não percebam! nós que furamos a fila, que damos o “jeitinho”, que no supermercado fazemos dobradinha ocupando 2 filas pra tirar vantagem na frente dos outros!

Quem? quem recicla seu lixo? quem faz trabalho voluntário? quem ajuda um deficiente na rua? quem dá lugar para um idoso, para uma grávida?

Não permitam que a criança tenha que sair do seu lugar onde está sentada só para dar lugar pra você… ela também tem direitos, como você!

Alguém dá passagem às pessoas ao entrar em um ônibus? alguém pede licensa ao passar? e ao sentar ao lado de alguém?

Estamos todos contaminados! Os jovens leem os jornais para ver as colunas sociais ou se eles aparecem nas baladas teens! usam internet para paquerar, ver pornografia, e outras besteiras… poucos são os que utilizam as ferramentas adequadamente!

Orkut pra paquerar, discutir besteira… alguém já debateu coisa séria pelo orkut? (eu já! …e fiz besteiras tbm!) e o Msn? vejo por ai as pessoas menos instruidas, no orkut, com fotos ridículas, fazendo apologia ao crime, mostrando-se com depravação, e mal sabem o português correto! (vejam aqui).sem panico

O Presidente diz que é uma marola, o ministro diz que não há motivos para pânico, o Prefeito diz que a saúde está bem, a Governadora diz que a segurança é uma maravilha… e a culpa é só deles? E NÓS? o que temos a ver com isso?

virus

A OMISSÃO, o DESCASO, a INCOMPETÊNCIA, a SAFADEZA, a CORRUPÇÃO que contamminam nossos governantes são frutos do nosso descaso com o que é certo e justo, da nossa incompetência de enxergar que precisamos mudar, agir, sermos proativos, da nossa omissão para conosco, com o mundo, com o futuro… nosso e das próximas gerações!

 

Pelo horário, até a coruja já dormiu… continuarei amanhã… ops! mais tarde!

Abraços

Gilton Paiva.’.

Sigam-me no twitter @GiltonPaiva!

Carta aos Parlamentares (recebi via e-mail!)

vergonha

Para se entrar no Congresso Nacional, tal qual um Senador ou Deputado é necessário e fundamental que se passe por uma ante-sala na qual está construído um armário, tipo guarda volume. Ali de cada um, sem exceção, é depositada para toda a eternidade a honra, a ética, a moral. A dignidade, a religiosidade. Deposita-se o ser.  

Depois se transforma em um normótico, um doente, um acrobata. Ele se entrega aos caprichos da falta de humanidade, de brasilidade. Desconhece a cidadania. Não sabe o que é Brasil, cospe e escarra na terra que coloca a comida em seu próprio prato.

Não sabe o que é uma criança, um idoso. Mal sabe o que é que está na frente do espelho quando para ele está olhando porque nada enxerga. Não sabe o que é educação, saúde, distribuição igualitária proporcional.

Deus, nada mais que quimera de um sonho mal elaborado porque mal sabe que ele mesmo é um ser com uma programação que não deu certo.

O congressista se faraoniza porque se acha um deus. Um deus de discórdia, mas um deus. Os benefícios em seu favor vão aos extremos porque ele pensa que não pode morrer, que não vai morrer. E mesmo que assim pense, tem certeza das benesses do paraíso que lhe estão reservadas.

O congressista, ou parlamentar se esquece que, V. Excelência não é ele, mas o povo que o colocou ai em confiança por meio de seu voto. Ele, o parlamentar é, “tu” e nada mais. Mas, infelizmente esse povo não sabe que, ele mesmo é simples tapete de retalho, como assim o tem o seu pretenso representante. Passa por cima e joga no aterro sanitário.

Dessas veias que alimentam esse País, pouco se importam com o que está sendo destruído pelos grandes grupos ladrões, assaltantes, piratas e saqueadores estrangeiros. Pouco se importam porque os benefícios faraônicos lhes impedem sequer de pensar. O parlamentar não pensa, age por estímulo. Fatiaram o Brasil, não para os brasileiros, para esses grupos em detrimento de nossa soberania, de nossa honra, de nossa dignidade.

Como disse Olavo Bilac – atualíssimo – de nossa terra, nossa gente: “O Brasil ainda não está feito, como pátria completa… como fazê-lo? – Dar-lhe novas gerações de homens fortes e conscientes , dando essas duas necessidades, primordiais, básicas, da defesa: o trabalho e a instrução. Sem o pão e sem o livro, sem a riqueza e o ensino, não pode ter saúde, nem alegria, nem dignidade, nem alma, quem tem fome e não pode pensar.”

E ainda continua: “Em matéria de incapacidade cívica e moral, de incompetência, de animalidade vergonhosa, a nossa Pátria está superior a quase todas as nações da Europa e da América. Se é que pode haver superioridade na vergonha e na ignomínia.”

O parlamentar não lê; se lê nada entende, nada compreende porque tem a mente vazia e no vazio os pensamentos não se refletem, caem também no vazio.

O parlamentar não tem religião, sequer pertence a qualquer igreja a não ser a que mais lhe interessa, a da conveniência estritamente pessoal. Não sabe que amanhã será outro dia.

Tudo lhes é permitido e não se é de admirar, caso amanhã apareça um Insitatus com relinchos perfeitamente compreensíveis.

O parlamentar não sabe o que é ter fome, o que é justiça.

Provavelmente, como próprio de um covarde, sei que corro o risco de ser processado por ofensa moral a um parlamentar. Não seria surpresa, afinal, nesta casa dos horrores, quem sabe à pena de mote com requintes de crueldade. Comportamento próprio de um faraó.

Isto, é parte de meu sentimento por vocês, sepulcros fétidos caiados de branco.

Sigam-me no twitter @GiltonPaiva!

As aves que aqui tuítam não tuítam como lá?

por Gil Castillo

Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do “What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei.
Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra “twitter” pode ser traduzida como “gorjeio”, ou seja, “canto melodioso formado por notas rápidas, emitido por algumas aves”, segundo Houaiss. No mundo digital o Twitter tem sido chamado de “micro-blog”, onde pessoas publicam seus gorjeios em mensagens de até 140 caracteres, sobre o que estão fazendo naquele momento. Você segue e é seguido, recebendo apenas as mensagens de quem quer. Se não quer saber o que determinada pessoa tomou no café da manhã, basta não segui-la. Mas, se quer acompanhar o que tem feito seu astro de rock, seu amigo distante ou o que um jornal publica em tempo real, você se conecta. Afinal, somos todos um pouco voyeurs.

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O LIVRO PROIBIDO

 

Do Blog da Kali

Pra quem ainda não sabe, o livro do jornalista Ivo Patarra sobre o escândalo do mensalão e a responsabilidade de Lula no caso, que foi “proibido”, está disponível para leitura e download na Internet.

Nas décadas de 60 e 70 do século 20, não foram poucos os brasileiros a desafiar os “donos” do poder e a combater por liberdade e democracia. Muitos tombaram, mas a luta não foi em vão. Hoje o Brasil é um país livre e democrático, como demonstram os serviços prestados pela imprensa na apuração do escândalo do mensalão. Nesse início de século 21, a luta das forças progressistas é por justiça social e distribuição de renda. E a luta passa prioritariamente pelo combate à corrupção. A construção de uma sociedade sem tantas desigualdades pressupõe uma imprensa atuante, sempre pronta a denunciar o clientelismo, o fisiologismo e o chamado toma-lá-dá-cá. Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo. Se houver responsabilidade e espírito público, teremos nas mãos as ferramentas necessárias para assegurar investimentos em projetos sérios, eficientes e de alcance social. Dessa forma, transformaremos o Brasil num país desenvolvido e em uma grande nação. O escândalo do mensalão confirma, uma vez mais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito. Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas, chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias, em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder. Este livro homenageia dezenas de profissionais de imprensa, aqui citados nominalmente. São repórteres que não se intimidaram, não abaixaram a cabeça aos poderosos da vez, e contribuíram de forma decisiva para desvendar e elucidar o mais extenso e complexo esquema de corrupção governamental da história brasileira, em todos os tempos.

Ivo Patarra
Julho de 2006

Pará em vigília no SENADO

Os três representantes paraenses no Senado permaneceram todo o tempo da vigília no plenário do Senado. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que a madrugada de vigília feita em defesa dos aposentados é uma questão de justiça e corresponde àquilo que a população espera do Senado – “uma atitude corajosa, e não irresponsável como alguns querem adjetivar. Buscamos o entendimento possível”, afirmou o senador, para quem a ação serve também para confirmar a soberania do Legislativo.
Segundo Flexa Ribeiro, ainda que vários aposentados prejudicados pelas perdas em suas aposentadorias e pensões não tenham oportunidade de receber as recomposições devidas aos seus proventos, vão ter a sensação de recuperação de dignidade com a atitude do Senado.
O senador Mário Couto (PSDB-PA), um dos articuladores da vigília, criticou a postura do Governo Federal. “Por que o presidente agora está contra o projeto do senador Paulo Paim? Por que quem antes defendia o trabalhador, agora o massacra?”, indagou o parlamentar, que criticou os líderes governistas por postura semelhante
Para o senador José Nery, do PSOL, a causa da recomposição dos benefícios dos aposentados aos patamares originais, em termos de número de salários mínimos, da vinculação à política de reajuste do mínimo e do fim do fator previdenciário encontra respaldo junto a muitos parlamentares, “dispostos a oferecer o melhor do seu compromisso para poder fazer valer o direito dos aposentados”.
O senador rebateu o argumento com que o governo se opõe a essas medidas, levantando óbices orçamentários. “Se o governo não fosse tão subserviente aos interesses dos banqueiros internacionais, haveria recursos de sobra para contemplar os aposentados de nosso país – afirmou, antes de acrescentar que “o problema da Previdência é o problema da fraude, da corrupção e da sonegação”.