O poder do Boca a boca virtual

Os brasileiros não só são fanáticos por redes de relacionamento como também estão bastante atentos ao que se fala sobre marcas e produtos no ambiente virtual. A constatação é de uma pesquisa conduzida pela agência de publicidade F/Nazca e pelo Datafolha. Segundo mostram os dados, 43% dos internautas brasileiros levam em consideração a opinião de outros internautas no momento de optar por uma ou outra marca ou escolher um produto – índice que sobe conforme o nível educacional e a renda (54% para internautas com nível superior e 49% para os que pertencem às classes A e B). “Essa é uma característica típica do internauta formador de opinião, mas que tende a crescer e a se popularizar”, afirma Fernand Alphen, diretor da F/Nazca.

As empresas dedicam uma atenção especial a essa realidade, e as que lidam com produtos voltados aos jovens começam a intensificar a comunicação pela web. A AmBev, por exemplo, reformulou recentemente sua estratégia online para a marca Skol. Antes dispersas por vários websites, as ações da empresa foram agora reunidas em um único portal, onde o consumidor encontra desde ferramentas para viralizar o conteúdo até serviços como a previsão virtual do tempo. A equipe da Skol monitora tudo o que se fala da marca nas redes de relacionamento. “A ideia é agir rapidamente em caso de problemas e reclamações”, diz Sérgio Eleutério, gerente da plataforma jovem da Skol.

[Via Época Negócios]

Estimule a criatividade de sua equipe! (via PeGN)

Atitudes simples ajudam a transformar boas idéias em produtos e processos valiosos

Fernanda Tambelini
Ilustrações: Cipis

Inovação é tema recorrente em cursos, palestras e até bate-papos sobre empreendedorismo. Poucos discordam da necessidade de encontrar meios que agreguem valor ao negócio para se manter no mercado. Mas também são poucos os que encontram o caminho das pedras para ter um ambiente realmente criativo. De acordo com o Sebrae São Paulo, 45% das micro e pequenas empresas raramente incorporam melhorias no dia-a-dia dos negócios. Para resolver o problema, especialistas do mundo todo afirmam que é preciso estimular a cultura inovadora entre os funcionários. Só assim é possível aplicar melhorias em processos, produtos ou serviços. "As pequenas empresas têm uma vantagem para envolver a equipe: elas são mais rápidas na partilha do conhecimento, na troca de informações e nos ajustes pedidos pelo mercado", afirma Pedro do Carmo Costa, diretor em Portugal e na Espanha da consultoria especializada em inovação e estratégia Strategos. Algumas atitudes simples estimulam as boas idéias. Confira.

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De estagiária a empresária de sucesso! (via PeGN)

Biscoito da sorte, para muitos, pode ser aquele biscoitinho chinês que vem com um provérbio dentro. Para Ivanéia Moreira de Almeida são os biscoitos xique-xique, típicos da região Nordeste

Por Lilian Sobral

Biscoitos da sorte: faturamento já chega a R$ 50 mil por mês.

Ivanéia Moreira de Almeida, 27 anos, é engenheira de alimentos e começou a trabalhar na área como estagiária de um restaurante na região de Limeira, no interior de São Paulo. Sua missão era dar mais sabor às receitas e otimizar a produção, principalmente do bolinho de bacalhau que fazia sucesso entre os clientes. "Mas lá no restaurante não tinha muito espaço nem recursos para isso", relembra.

A empreendedora conseguiu solucionar o problema porque sempre soube ouvir as boas ideias que chegam até ela. A primeira delas veio de um amigo, que lhe apresentou a incubadora de empresas de Limeira. "Levei meu chefe para conhecer a incubadora e ele decidiu montar ali uma empresa para fabricar os bolinhos de bacalhau", conta. Ivanéia conseguiu resolver o impasse da produção e ainda ganhou uma promoção.

No cargo de gerente, ela ficou responsável por montar a empresa na incubadora e engrenar a produção. Trabalhou por três anos na indústria, quando deu ouvidos a uma segunda ideia.

Seu tio, Alaílson Almeida Rios, é dono de duas padarias na região de Limeira. O sucesso de vendas de seu negócio já há algum tempo é o biscoito xique-xique, feito de massa folhada e típico da região Nordeste do país. Um dia, o marido de Ivanéia comentou com a esposa: Por que vocês não montam uma empresa para fabricar esses biscoitos. "Eu achei uma boa ideia e, como já conhecia a incubadora de empresas, conversei com meu tio e decidimos abrir o negócio juntos", diz Ivanéia.

Com capital próprio, tio e sobrinha investiram R$ 15 mil na abertura da empresa e em outubro do ano passado nasceu a Almeida & Rios Indústria de Alimentos, hospedada na incubadora de Limeira. O objetivo inicial era vender para o público nordestino que já conhecia o produto e morava na região. "Nós planejamos atender um público pequeno e não imaginávamos que o crescimento seria tão rápido", diz a empresária. A produção inicial era de 100 quilos por dia, mas hoje está em 500 quilos, ou cerca de dois mil pacotes de biscoito por dia. São fabricados seis produtos que garantem um faturamento mensal de R$ 50 mil e emprego para 13 pessoas. O estoque é pequeno e tudo é feito por encomenda de distribuidores do estado de São Paulo.

Os planos de crescimento continuam. A empresa deve ampliar suas instalações e contratar mais gente em breve. Para isso, os sócios estão investindo R$ 20 mil.

 

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