#VemAí: A Semana do Livro Nacional

ImageEstá chegando a SEMANA DO LIVRO NACIONAL que propõe difundir a literatura entre o público leitor brasileiro, promovendo, durante uma semana, somente autores e obras nacionais em todos os estados e cidades brasileiras. Para isso, conta com aparticipação de escritores, blogueiros, editores, livrarias e instituições públicas e privadas.

O evento, em Belém, ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de Julho de 2013, na Fox Belém e na Casa da Cultura Digital Pará. Horários: 15h às 20h / 10h às 18h com entrada Gratuita. Confira a programação!

 

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Aprenda a Chamar a Polícia…

DO JEITO QUE A COISA TÁ… É BOM APRENDER MESMO!

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA…

Luís Fernando Veríssimo

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.

Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou s e já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma: – Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa.

Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
– Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:
– Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.