Comissão proíbe cobrança adicional por chamada em roaming

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou na quarta-feira (4) a proibição da cobrança do adicional por chamada realizada em roaming nos serviços de telefonia móvel quando as operadoras pertencerem ao mesmo grupo econômico.

O adicional de chamada é pago pelos usuários quando eles utilizam o celular fora da região onde seu número é registrado (roaming).

A medida está prevista no substitutivo do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ) ao Projeto de Lei 5170/09, do deputado Antonio Carlos Chamariz (PTB-AL).

Mesmo grupo econômico
Pela proposta original, todas as operadoras de telefonia móvel seriam proibidas de cobrar o adicional de chamada, mas, no substitutivo, Pereira manteve a proibição apenas para empresas do mesmo grupo econômico.

“Ainda existem locais onde uma operadora necessita do serviço de outra e, nesse caso, não achamos justo que uma empresa privada seja obrigada por lei a prestar serviço para outra de forma gratuita”, justificou.

O deputado também ajustou a nomenclatura empregada no projeto à usada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): em vez de adicional de deslocamento, adicional de chamada.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A BANCADA DOS NEOMAGROS (revista Veja) Edição 2123 / 29 de julho de 2009

Para diminuir o apetite – por comida –, senadores e deputados
aderem à cirurgia de redução do estômago. Estão uns gatos…


Sandra Brasil

Ana Araujo

O felino do Democratas
O parlamentar exibe gelatinas light que mantém em seu gabinete e revela
sua ambição: "Quero voltar a ser o que eu era na juventude". Cuidado, meninas!

Há uma nova bancada no Congresso: a dos políticos que se submeteram a cirurgias bariátricas – de redução do estômago. A bancada dos neomagros é uma das faces mais visíveis do contingente de 30 000 brasileiros que, por ano, deixam as maratonas em spas, as dietas esdrúxulas e as bolas para emagrecer e optam por um, digamos, posicionamento mais radical diante da realidade calórica. O mais novo integrante dessa bancada é o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), de 58 anos, que se submeteu à intervenção há menos de dois meses. Heráclito exibia 1 metro e 30 centímetros de cintura (40 centímetros a mais do que o ideal) e sofria de três problemas relacionados à obesidade: hipertensão arterial, glicose elevada e apneia do sono – aquelas interrupções da respiração durante a noite. Suas noites eram tão conturbadas por causa do problema que, há quatro anos, ele passou a dormir com um aparelho que injeta ar nos pulmões e, assim, evita sufocamentos.

O senador piauiense lutou contra a balança por quinze anos. Nesse período, adotou os mais diversos tipos de regime. "O pior foi a dieta do atum", lembra. "Durante três meses, só comi esse peixe. Não aguento mais nem sentir o cheiro dele", diz. O mais eficiente foi o corte radical de carboidratos e sua substituição por proteínas e gorduras, conforme a receita preconizada pelo médico americano Robert Atkins (que, aliás, sofreu um infarto). "Cheguei a perder 18 quilos, mas os recuperei de novo, porque não aguentei ficar sem carboidratos", afirma. Mas nada foi mais traumático para ele do que a experiência com Xenical. Nos anos 90, quando ainda era deputado, Heráclito usou o remédio, que facilita a eliminação de gordura pelas fezes. "Naquele tempo, eu não podia ter emoções fortes. Vi colegas que não conseguiam se controlar e se sujavam nos corredores da Câmara", diz. Ainda assim, convenhamos, a sujeira é maior agora, quando já não há deputados tomando Xenical.

Heráclito recorreu a essas tristes memórias para tomar coragem e enfrentar as primeiras semanas do pós-operatório, nas quais ingeriu somente alimentos líquidos, de meia em meia hora, e na quantidade máxima de 50 mililitros a cada vez. O início da segunda etapa, quando passou a fazer sete refeições diárias de 150 mililitros de alimentos pastosos, teve ares de vitória eleitoral. Ele agora está decidido a atropelar na disputa final com a balança. Em quarenta dias, perdeu 20 quilos. "Quero voltar a ser o gato que eu era na juventude", anuncia. Brasília vai tremer.

Ana Araujo e Paulo Lima/Ag. Senado

Foi no fim do ano passado que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de 48 anos, recebeu o diagnóstico que o levaria a decidir-se pela cirurgia bariátrica. Como seu quadro de diabetes havia piorado, o médico ameaçou prescrever-lhe injeções diárias de insulina. "Vi, então, que estava na hora de operar", diz. O diabetes de Demóstenes data de 1995, mas ele não havia mudado seus hábitos alimentares. "Eu era um glutão que comia três pamonhas no lanche. Agora, só consigo comer metade de uma pamonha no lugar da refeição", compara. Ele também passou a fazer exercícios físicos. "Preciso ganhar 7 quilos de músculos para não ter de fazer plástica de abdômen." O número das suas calças caiu de 54 para 46 em seis meses. A nova forma física injetou uma dose de autoestima em Demóstenes. "As paqueras aumentaram muito", comemora ele, que se divorciou há três anos. É, pelo jeito, os políticos brasileiros não pensam só naquilo que todo mundo acha que eles pensam. Pensam também naquiiilo…

Fotos Roosewelt Pinheiro e Cristiano Mariz

No Senado, a pioneira da bancada dos neomagros é a aguerrida Ideli Salvatti (PT-SC), de 57 anos. "Fazer a cirurgia foi uma questão de sobrevivência, porque eu já estava no estágio de obesidade mórbida", diz. "Sem a operação, eu não aguentaria os rojões que seguro no Congresso", diz Ideli, chamada de "pit bull do governo". Desde que se submeteu ao procedimento, em novembro de 2003, a senadora perdeu 40 quilos – quer dizer, 37: três deles voltaram nas eleições de 2008. "Outro dia, tentei em vão levantar a quantidade de peso que perdi em sacos de arroz de 5 quilos cada um. Como eu conseguia carregar aquilo tudo?", pergunta-se. Hoje, Ideli ingere um terço da comida que costumava traçar às refeições. "Passei a me amar muito", afirma. E a ser amada. Bem mais magra, Ideli modernizou o guarda-roupa e começou a namorar um sargento do Exército doze anos mais jovem que ela. Ao lado dele, a danadinha da pitbull até parece uma lulu!

Outra petista que anda de bem com a vida é a deputada Iriny Lopes (PT-ES), de 53 anos. Há quatro anos, ela era obesa mórbida, como Ideli. Optou por reduzir o estômago (com um anel de silicone, em vez de cortar um pedaço), porque tinha picos hipertensivos e apneia do sono. Desde então, perdeu 46 quilos. "Muita gente fica em dúvida se sou eu mesma na versão magra quando me encontra na rua", diz. Iriny tem orgulho do resultado, mas sofreu até alcançá-lo, por causa de uma característica, por assim dizer, muito petista: a sofreguidão. Ela foi parar duas vezes no hospital por ter comido porções de alimentos grandes demais para passar pelo anel de silicone. "A sensação é horrível. Em uma das vezes, a carne só saiu com uma endoscopia", diz. "Depois, aprendi a lição: preciso de pelo menos quarenta minutos para comer com calma e sem conversar com ninguém. Almoço e jantar de trabalho, nem pensar." O deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), de 39 anos, também obteve resultados impressionantes: perdeu 64 dos 157 quilos que pesava até junho de 2008. Foi para a mesa de cirurgia depois de uma suspeita de infarto e de passar meses deprimido. "Eu ficava em casa porque não tinha ânimo para nada e cheguei a ser apontado pela mídia como o deputado mais ausente da Câmara", diz. Agora, comemora a forma conquistada com três sessões semanais de exercícios. "Meu rendimento como parlamentar, pai e marido é outro", garante. É de perguntar se tanta disposição não está saindo mais caro ao
contribuinte.

A cirurgia de redução de estômago só deve ser feita em pessoas com sérios problemas de obesidade ou de diabetes e que precisam mudar seus hábitos, caso dos parlamentares ouvidos nesta reportagem. "A intervenção resolve apenas metade do problema. A outra depende de o paciente fazer atividade física regular e se alimentar de forma saudável", diz Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. A cirurgia não funciona para quem não muda seu estilo de vida. O ex-deputado estadual mineiro Eduardo Brandão (PMDB) continuou a se alimentar de forma desregrada depois de reduzir o estômago, em 2005. Seis meses depois, um infarto o matou aos 47 anos. "Eduardo perdeu 32 quilos, mas continuava comendo gordura e não fazia exercícios", diz a sua viúva, Gláucia Brandão, deputada estadual pelo PPS. Cuidado, portanto, neomagros.

Fotos Ana Araujo e Arquivo pessoal

Fotos Sérgio Cardoso e Cristiano Mariz

Dão motivos de sobra… e nós também damos!

vergonha

Muitas já são as piadas sobre o Congresso Nacional, mas são os próprios Parlamentares que dão motivo para isso!

É claro que não são todos, mas pelos podres, os bons também se contaminam!

A cada dia novos escândalos vêm a tona e as desculpas são as mais ridículas possíveis! “eu não sabia!”, “a culpa não é minha!”, “foi o caseiro!”, “a crise não é minha!”… e saibam: em alguns casos eles têm razão!

A culpa não é EXCLUSIVA deles! é nossa também, que vemos e não denunciamos, que sabemos mas nos omitimos, que acreditamos no “rouba mas faz”, que preferimos não nos incomodar, só dar o jeitinho… que permitimos que fiquem dando esmolas (com o nosso dinheiro!), e ao vermos algo de errado, viramos o rosto e fingimos que nada temos a ver com isso!

Não há necessidade de sermos experts em CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL ou EMPRÉSTIMO PARA BANCO TAL ou RELAÇÕES EXTERIORES COM PAÍS TAL… deixemos para os especialistas discutirem e tirarem suas conclusões! Mas temos que acompanhar o que acontece, as asneiras que os Presidentes falam (digo no plural por que este não foi, não é e nem será o único Presidente que fala asneiras!), as burrices que os parlamentares fazem, os projetos que são votados, quem vota a favor ou contra tal projeto!

Mas enquanto uns debatem as crises, quedas de bolsas, botox de ministras, viagens de deputados, acabamos por esquecer o cidadão que está ao nosso lado no transporte coletivo e ABRE a janela apenas para JOGAR uma lata na rua! esquecemos das crianças mal educadas que fazem tolices, batem nos coleguinhas e ainda comentamos “êta menino bruto! isso, meu filho… com esse ninguém mexe!” ou apenas sorrimos! quando vemos as crianças desde pequeninas aprendendo a falta de educação dos pais que arrotam, batem, jogam lixo nas ruas, não respeitam as pessoas…

Esquecemos do nosso vizinho, que coloca o lixo na porta para ser levado, mas o caminhão só passa no outro dia! do vizinho que não segura seu cachorro na coleira, do vizinho que espanca a esposa e/ou os filhos.

Esquecemos de nós mesmos, que recebemos o troco errado para menos e esbravejamos, mas se recebemos para mais, saimos ligeiro para que não percebam! nós que furamos a fila, que damos o “jeitinho”, que no supermercado fazemos dobradinha ocupando 2 filas pra tirar vantagem na frente dos outros!

Quem? quem recicla seu lixo? quem faz trabalho voluntário? quem ajuda um deficiente na rua? quem dá lugar para um idoso, para uma grávida?

Não permitam que a criança tenha que sair do seu lugar onde está sentada só para dar lugar pra você… ela também tem direitos, como você!

Alguém dá passagem às pessoas ao entrar em um ônibus? alguém pede licensa ao passar? e ao sentar ao lado de alguém?

Estamos todos contaminados! Os jovens leem os jornais para ver as colunas sociais ou se eles aparecem nas baladas teens! usam internet para paquerar, ver pornografia, e outras besteiras… poucos são os que utilizam as ferramentas adequadamente!

Orkut pra paquerar, discutir besteira… alguém já debateu coisa séria pelo orkut? (eu já! …e fiz besteiras tbm!) e o Msn? vejo por ai as pessoas menos instruidas, no orkut, com fotos ridículas, fazendo apologia ao crime, mostrando-se com depravação, e mal sabem o português correto! (vejam aqui).sem panico

O Presidente diz que é uma marola, o ministro diz que não há motivos para pânico, o Prefeito diz que a saúde está bem, a Governadora diz que a segurança é uma maravilha… e a culpa é só deles? E NÓS? o que temos a ver com isso?

virus

A OMISSÃO, o DESCASO, a INCOMPETÊNCIA, a SAFADEZA, a CORRUPÇÃO que contamminam nossos governantes são frutos do nosso descaso com o que é certo e justo, da nossa incompetência de enxergar que precisamos mudar, agir, sermos proativos, da nossa omissão para conosco, com o mundo, com o futuro… nosso e das próximas gerações!

 

Pelo horário, até a coruja já dormiu… continuarei amanhã… ops! mais tarde!

Abraços

Gilton Paiva.’.

Sigam-me no twitter @GiltonPaiva!

Carta aos Parlamentares (recebi via e-mail!)

vergonha

Para se entrar no Congresso Nacional, tal qual um Senador ou Deputado é necessário e fundamental que se passe por uma ante-sala na qual está construído um armário, tipo guarda volume. Ali de cada um, sem exceção, é depositada para toda a eternidade a honra, a ética, a moral. A dignidade, a religiosidade. Deposita-se o ser.  

Depois se transforma em um normótico, um doente, um acrobata. Ele se entrega aos caprichos da falta de humanidade, de brasilidade. Desconhece a cidadania. Não sabe o que é Brasil, cospe e escarra na terra que coloca a comida em seu próprio prato.

Não sabe o que é uma criança, um idoso. Mal sabe o que é que está na frente do espelho quando para ele está olhando porque nada enxerga. Não sabe o que é educação, saúde, distribuição igualitária proporcional.

Deus, nada mais que quimera de um sonho mal elaborado porque mal sabe que ele mesmo é um ser com uma programação que não deu certo.

O congressista se faraoniza porque se acha um deus. Um deus de discórdia, mas um deus. Os benefícios em seu favor vão aos extremos porque ele pensa que não pode morrer, que não vai morrer. E mesmo que assim pense, tem certeza das benesses do paraíso que lhe estão reservadas.

O congressista, ou parlamentar se esquece que, V. Excelência não é ele, mas o povo que o colocou ai em confiança por meio de seu voto. Ele, o parlamentar é, “tu” e nada mais. Mas, infelizmente esse povo não sabe que, ele mesmo é simples tapete de retalho, como assim o tem o seu pretenso representante. Passa por cima e joga no aterro sanitário.

Dessas veias que alimentam esse País, pouco se importam com o que está sendo destruído pelos grandes grupos ladrões, assaltantes, piratas e saqueadores estrangeiros. Pouco se importam porque os benefícios faraônicos lhes impedem sequer de pensar. O parlamentar não pensa, age por estímulo. Fatiaram o Brasil, não para os brasileiros, para esses grupos em detrimento de nossa soberania, de nossa honra, de nossa dignidade.

Como disse Olavo Bilac – atualíssimo – de nossa terra, nossa gente: “O Brasil ainda não está feito, como pátria completa… como fazê-lo? – Dar-lhe novas gerações de homens fortes e conscientes , dando essas duas necessidades, primordiais, básicas, da defesa: o trabalho e a instrução. Sem o pão e sem o livro, sem a riqueza e o ensino, não pode ter saúde, nem alegria, nem dignidade, nem alma, quem tem fome e não pode pensar.”

E ainda continua: “Em matéria de incapacidade cívica e moral, de incompetência, de animalidade vergonhosa, a nossa Pátria está superior a quase todas as nações da Europa e da América. Se é que pode haver superioridade na vergonha e na ignomínia.”

O parlamentar não lê; se lê nada entende, nada compreende porque tem a mente vazia e no vazio os pensamentos não se refletem, caem também no vazio.

O parlamentar não tem religião, sequer pertence a qualquer igreja a não ser a que mais lhe interessa, a da conveniência estritamente pessoal. Não sabe que amanhã será outro dia.

Tudo lhes é permitido e não se é de admirar, caso amanhã apareça um Insitatus com relinchos perfeitamente compreensíveis.

O parlamentar não sabe o que é ter fome, o que é justiça.

Provavelmente, como próprio de um covarde, sei que corro o risco de ser processado por ofensa moral a um parlamentar. Não seria surpresa, afinal, nesta casa dos horrores, quem sabe à pena de mote com requintes de crueldade. Comportamento próprio de um faraó.

Isto, é parte de meu sentimento por vocês, sepulcros fétidos caiados de branco.

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As aves que aqui tuítam não tuítam como lá?

por Gil Castillo

Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do “What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei.
Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra “twitter” pode ser traduzida como “gorjeio”, ou seja, “canto melodioso formado por notas rápidas, emitido por algumas aves”, segundo Houaiss. No mundo digital o Twitter tem sido chamado de “micro-blog”, onde pessoas publicam seus gorjeios em mensagens de até 140 caracteres, sobre o que estão fazendo naquele momento. Você segue e é seguido, recebendo apenas as mensagens de quem quer. Se não quer saber o que determinada pessoa tomou no café da manhã, basta não segui-la. Mas, se quer acompanhar o que tem feito seu astro de rock, seu amigo distante ou o que um jornal publica em tempo real, você se conecta. Afinal, somos todos um pouco voyeurs.

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Deputados pedem investigação de uso de suas cotas de passagens

Cinco parlamentares apresentaram à Mesa Diretora da Câmara solicitação para que seja investigado o uso indevido de suas cotas de passagens. João Carlos Bacelar (PR-BA), Nazareno Fonteles (PT-PI), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Otavio Leite (PSDB-RJ) e Vieira da Cunha (PDT-RS) desconfiam que parte de suas cotas esteja sendo desviada.

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no ninho dos tucanos…

Estive passeando ontem pelo ninho dos tucanos paraenses e tive a sorte de chegar na exata hora do pouso dos maiores tucanos para uma reunião…

Estavam presentes alguns Vereadores, o ex governador (candidatíssimo para 2010) Simão Jatene, Deputados e Deputadas Estaduais e Federais, e, é claro, os Senadores Flexa Ribeiro e Mario Couto.

Ouvi canto de tucanos que afirmam que o Senador Mário Couto abriu mão da disputa pelo Governo do Estado e, assim como seus correligionários, lutará com garras e bico pelo retorno ao Governo do Estado… a faxina já está sendo feita na Mansão da Governadora.. ops… na Granja!

Medidas sobre passagens aéreas serão votadas pelo Plenário

Da Agência Câmara:

A Mesa Diretora decidiu nesta quinta-feira que submeterá as novas regras sobre a cota de passagens aéreas ao Plenário. Pelo Regimento Interno da Câmara, a medida, por ter caráter administrativo, pode ser baixada por ato da Mesa Diretora, sem a necessidade de ser aprovada pelo Plenário. A Mesa pretende, no entanto, propor as mudanças por meio de projeto de resolução, o que obrigará a votação das medidas em plenário. 

O presidente da Câmara, Michel Temer, vai apresentar a proposta aos líderes partidários na próxima terça-feira (28). A intenção é votá-la ainda na próxima semana. O 1º secretário, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), explica que, com a decisão, a Câmara acompanhará o Senado, onde as mudanças nas regras sobre passagens aéreas foram submetidas ao voto dos senadores. 

 

Medidas
As medidas anunciadas na quarta-feira (22) são:
– tornar de uso exclusivo dos deputados e assessores a cota parlamentar de passagens áereas;
– extinguir as sobras de créditos nessas cotas;
– restringir o uso para viagens nacionais; e 
– divulgar na internet a prestação de contas de todos os auxílios pagos aos deputados. 

Na semana passada, o presidente da Câmara já havia anunciado a redução de 20% nas cotas das passagens aéreas.

O LIVRO PROIBIDO

 

Do Blog da Kali

Pra quem ainda não sabe, o livro do jornalista Ivo Patarra sobre o escândalo do mensalão e a responsabilidade de Lula no caso, que foi “proibido”, está disponível para leitura e download na Internet.

Nas décadas de 60 e 70 do século 20, não foram poucos os brasileiros a desafiar os “donos” do poder e a combater por liberdade e democracia. Muitos tombaram, mas a luta não foi em vão. Hoje o Brasil é um país livre e democrático, como demonstram os serviços prestados pela imprensa na apuração do escândalo do mensalão. Nesse início de século 21, a luta das forças progressistas é por justiça social e distribuição de renda. E a luta passa prioritariamente pelo combate à corrupção. A construção de uma sociedade sem tantas desigualdades pressupõe uma imprensa atuante, sempre pronta a denunciar o clientelismo, o fisiologismo e o chamado toma-lá-dá-cá. Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo. Se houver responsabilidade e espírito público, teremos nas mãos as ferramentas necessárias para assegurar investimentos em projetos sérios, eficientes e de alcance social. Dessa forma, transformaremos o Brasil num país desenvolvido e em uma grande nação. O escândalo do mensalão confirma, uma vez mais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito. Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas, chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias, em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder. Este livro homenageia dezenas de profissionais de imprensa, aqui citados nominalmente. São repórteres que não se intimidaram, não abaixaram a cabeça aos poderosos da vez, e contribuíram de forma decisiva para desvendar e elucidar o mais extenso e complexo esquema de corrupção governamental da história brasileira, em todos os tempos.

Ivo Patarra
Julho de 2006

COTA para alunos pobres

âmara decide que reserva de vagas em universidades federais não obedecerá só a critérios raciais

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Isabel Braga e Demétrio Weber BRASÍLIA – O Globo

De afogadilho, a Câmara aprovou ontem projeto que cria reserva de vagas para alunos de escolas públicas em instituições federais de ensino superior e de educação técnica. Na última hora, os deputados fizeram uma mudança importante no projeto, que já fora aprovado pelo Senado: além das cotas raciais, haverá uma cota social, baseada na renda familiar, para beneficiar os estudantes mais pobres.

O texto estabelece a reserva de, no mínimo, 50% das vagas (por curso e turno) oferecidas pelas instituições a estudantes que tenham cursado, integralmente, os três anos do ensino médio em escolas públicas. Dentro desses 50%, agora há outros dois critérios a serem obedecidos: a renda familiar (metade dessas vagas será preenchida por estudantes com renda familiar de até um salário e meio per capita) e a questão racial.

Por causa da mudança — proposta pelo ex-ministro da Educação, deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP) —, o projeto voltará ao Senado.

Em cada estado, as vagas destinadas às cotas serão divididas de acordo com a proporção da variável étnica, tendo por base o último Censo do IBGE. Assim, se uma universidade oferece 200 vagas para Direito, cem serão reservadas para estudantes de escolas públicas que prestam o vestibular. Dessas, 50 serão ocupadas por estudantes de baixa renda, negros ou não. No caso do critério de raça, é preciso saber qual a porcentagem de negros, pardos e índios no estado.

Em 2004, o governo enviou ao Congresso proposta que previa a reserva de vagas para os estudantes do ensino público e a cota racial.

Desde 2006, o projeto estava pronto para ir a plenário, mas PSDB e o DEM resistiam à proposta.

Os tucanos queriam trocar o critério racial pelo de renda. Uma proposta da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), de mesmo teor, foi aprovada este ano no Senado e enviada à Câmara.

O projeto foi anexado aos que já tramitavam na Casa, mas ontem prevaleceu o substitutivo do deputado Carlos Abicalil (PT-MS).

Para viabilizar a votação ontem, líderes do PT e do PSDB tentaram encontrar um texto de consenso. Foram incluídas emendas, escritas à mão, como a da reserva de vagas para os estudantes de baixa renda, de Paulo Renato.

— Minha tese era de que, com o critério de renda, o problema racial estaria resolvido. Mas parte do governo reiterou o compromisso com os movimentos raciais. O que se vota hoje são dois critérios: o racial e o de renda. Não é o ideal, na minha opinião, mas, para garantir o acordo, concordamos — disse Paulo Renato.

Artigo polêmico sobre dispensa de vestibular

O projeto, no entanto, segue para o Senado com um artigo polêmico e considerado inconstitucional.

Ele acaba com a exigência de exame de seleção e diz que serão consideradas, para a ocupação das vagas, as notas dos estudantes nos três anos do ensino médio. Abicalil, que não estava ontem em Brasília, acreditava que este artigo tinha sido retirado do texto.

— Ninguém é dispensado do vestibular, esse critério fere a autonomia das universidades — disse Abicalil, sinalizando que o artigo deverá ser retirado no Senado.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou ativamente da negociação que permitiu a aprovação do projeto. De seu gabinete, por telefone, orientava o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). O tom da conversa era tenso: num dos diálogos, Haddad quase gritava, a ponto de ser ouvido na sala ao lado, onde jornalistas o aguardavam para uma entrevista.

Ele interrompeu a entrevista três vezes para falar com Fontana.

— A discussão é sobre o corte de renda. O ingrediente novo é esse. Acho cabível — afirmou o ministro.

Haddad defendeu que o limite de renda familiar fosse o mesmo do programa Universidade para Todos (ProUni): um salário mínimo e meio por pessoa, no caso de quem ganha bolsa de 100% para estudar em instituições privadas.

Em relação à resistência de universidades federais contra a definição de uma regra nacional de cotas, já que diversas instituições adotam modelos distintos de reserva de vagas, o ministro lembrou que foi acertado um prazo de transição de quatro anos, o que garantiu o apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

O coordenador nacional do Movimento dos Sem Universidade (MSU), Sérgio Custódio, comemorou a votação na Câmara: — O Brasil caminha para se equiparar ao resto do mundo, que vive um momento pósracista, após a eleição do presidente americano Barack Obama. Um mundo onde há espaço para a diferença — disse Custódio