Carta aos Parlamentares (recebi via e-mail!)


vergonha

Para se entrar no Congresso Nacional, tal qual um Senador ou Deputado é necessário e fundamental que se passe por uma ante-sala na qual está construído um armário, tipo guarda volume. Ali de cada um, sem exceção, é depositada para toda a eternidade a honra, a ética, a moral. A dignidade, a religiosidade. Deposita-se o ser.  

Depois se transforma em um normótico, um doente, um acrobata. Ele se entrega aos caprichos da falta de humanidade, de brasilidade. Desconhece a cidadania. Não sabe o que é Brasil, cospe e escarra na terra que coloca a comida em seu próprio prato.

Não sabe o que é uma criança, um idoso. Mal sabe o que é que está na frente do espelho quando para ele está olhando porque nada enxerga. Não sabe o que é educação, saúde, distribuição igualitária proporcional.

Deus, nada mais que quimera de um sonho mal elaborado porque mal sabe que ele mesmo é um ser com uma programação que não deu certo.

O congressista se faraoniza porque se acha um deus. Um deus de discórdia, mas um deus. Os benefícios em seu favor vão aos extremos porque ele pensa que não pode morrer, que não vai morrer. E mesmo que assim pense, tem certeza das benesses do paraíso que lhe estão reservadas.

O congressista, ou parlamentar se esquece que, V. Excelência não é ele, mas o povo que o colocou ai em confiança por meio de seu voto. Ele, o parlamentar é, “tu” e nada mais. Mas, infelizmente esse povo não sabe que, ele mesmo é simples tapete de retalho, como assim o tem o seu pretenso representante. Passa por cima e joga no aterro sanitário.

Dessas veias que alimentam esse País, pouco se importam com o que está sendo destruído pelos grandes grupos ladrões, assaltantes, piratas e saqueadores estrangeiros. Pouco se importam porque os benefícios faraônicos lhes impedem sequer de pensar. O parlamentar não pensa, age por estímulo. Fatiaram o Brasil, não para os brasileiros, para esses grupos em detrimento de nossa soberania, de nossa honra, de nossa dignidade.

Como disse Olavo Bilac – atualíssimo – de nossa terra, nossa gente: “O Brasil ainda não está feito, como pátria completa… como fazê-lo? – Dar-lhe novas gerações de homens fortes e conscientes , dando essas duas necessidades, primordiais, básicas, da defesa: o trabalho e a instrução. Sem o pão e sem o livro, sem a riqueza e o ensino, não pode ter saúde, nem alegria, nem dignidade, nem alma, quem tem fome e não pode pensar.”

E ainda continua: “Em matéria de incapacidade cívica e moral, de incompetência, de animalidade vergonhosa, a nossa Pátria está superior a quase todas as nações da Europa e da América. Se é que pode haver superioridade na vergonha e na ignomínia.”

O parlamentar não lê; se lê nada entende, nada compreende porque tem a mente vazia e no vazio os pensamentos não se refletem, caem também no vazio.

O parlamentar não tem religião, sequer pertence a qualquer igreja a não ser a que mais lhe interessa, a da conveniência estritamente pessoal. Não sabe que amanhã será outro dia.

Tudo lhes é permitido e não se é de admirar, caso amanhã apareça um Insitatus com relinchos perfeitamente compreensíveis.

O parlamentar não sabe o que é ter fome, o que é justiça.

Provavelmente, como próprio de um covarde, sei que corro o risco de ser processado por ofensa moral a um parlamentar. Não seria surpresa, afinal, nesta casa dos horrores, quem sabe à pena de mote com requintes de crueldade. Comportamento próprio de um faraó.

Isto, é parte de meu sentimento por vocês, sepulcros fétidos caiados de branco.

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