TRÂNSITO Manifestantes fecharam duas avenidas para protestar contra projeto da prefeitura de Belém
Moradores dos bairros do Telégrafo, Sacramenta, Barreiro e Malvinas voltaram a interditar a avenida Senador Lemos ontem, às 8h, provocando um engarrafamento no local e na Pedro Álvares Cabral. Eles querem a mudança no binário implantado nas duas avenidas, pois, segundo afirmam, não houve consulta sobre a obra e a insegurança na área aumentou.
O trânsito também foi interrompido na travessa Coronel Luiz Bentes e passagem Rosa Moreira. O protesto só terminou por volta das 17h, com a chegada da Guarda Municipal que, após a chuva, retirou os entulhos e liberou o trânsito.
Como as duas vias têm agora mão única, quem quiser ir para o centro de Belém deve usar a Pedro Álvares Cabral e para voltar, a Senador Lemos. Muitas pessoas reclamam que, por conta disso, têm de andar até 1,5 quilômetro até as paradas. Com isso, afirmam, ficam expostos aos bandidos, principalmente à noite. “Eu já fui assaltada duas vezes, só nesse período. A Pedro Álvares Cabral se tornou uma linha vermelha”, relatou Nazaré Cassab, moradora da Senador Lemos.
“ Não sou a favor da mudança no trânsito. Minha mãe já teve um AVC e agora não tem como andar quatro quadras até a Pedro Álvares Cabral para ir até a fisioterapia”, disse a funcionária pública Lourdelene Brito, 30, moradora da travessa Coronel Luiz Bentes. O irmão dela, Eduardo Brito, disse que já precisou descer na avenida Pedro Miranda e voltar para casa a pé porque o ônibus Sacramenta/Nazaré, que deveria fazer o seu itinerário pela Pedro Álvares Cabral, está passando pela Pedreira. “Eu estava com o dinheiro contado e não pude nem pegar outro ônibus”, falou.
Moradores prometem até parar a cidade
O professor Neno Freitas, 45, morador da Senador Lemos, um dos líderes da manifestação, informou que após a audiência pública que será realizada hoje no Ministério Público, pode haver outra interrupção no tráfego da avenida. “O que queremos é que tudo volte a ser como era antes. Agora está só crime por aqui. Acabou a nossa paz. São assaltos constantes, acidentes. Se a CTBel não voltar atrás, nós vamos fazer uma ação conjunta com os moradores da Pedro Álvares Cabral e fechar tudo. Vamos parar Belém”, avisou.
Segundo Joel Resende, um dos moradores, as comunidades protocolaram um agravo no Tribunal de Justiça do Estado, ontem mesmo. “A prefeitura tem que fazer audiência pública sobre essa obra”, afirmou. “Se não tiver audiência, vamos fechar por tempo indeterminado”, declarou.
De acordo com Onofre Veloso, diretor de Projetos da CTBel, as explicações aos movimentos comunitários foram dadas no dia 4 de abril e na reunião no Ministério Público, na última segunda-feira. “Nós mostramos que alguns moradores devem andar mais, mas outros andarão menos”. Para minimizar as distâncias, ele disse que a CTBel deve criar mais linhas de ônibus, que circularão pelo Canal do São Joaquim, rua Nova e Curuçá.
Ele considera que o benefício será para toda a cidade de Belém. “Eles têm que entender que a obra vai beneficiar toda a cidade, diminuindo o impacto do trânsito na área”, declarou. “Só a Pedro Álvares Cabral terá três faixas de tráfego e o alargamento das calçadas, pois há um fluxo muito grande de bicicletas”. Onofre explica que o projeto foi avaliado pelo BNDES, antes da liberação dos recursos.
Fábio Nóvoa/Eva Maués – Diário do Pará
Prevenir ou remediar? …melhor opção: EDUCAR

As chuvas reduziram na capital paraense e os canais continuam sendo abastecidos de lixo e entulho…
Não tem prefeitura que dê jeito? ter tem, só não está fazendo direito, e a população também não colabora! além dos moradores que jogam o lixo no canal, ainda tem aqueles que trazem de longe o lixo em um carrinho de mão para abastecer os canais com lixo dos cidadãos!
Esse tipo de atitude que deve ser combatida! EDUCAÇÃO PARA CIDADÃOS JÁ!
Tem que educar o povo desde não jogar papel de bombom no chão até colar chiclete embaixo das cadeiras!
CQC e Suplicy
O Senador Eduardo Suplicy, depois de declarar ao CQC (custe o que custar – Band) que já consumiu maconha, pede direito de resposta…
Datena dá bronca em reporter…
Datena ficou visivelmente estressado com um repórter do “Brasil Urgente”, da Band, anteontem, durante a prisão do casal Nardoni, em Guarulhos (Grande SP). “Sai da frente da imagem, por gentileza, por fineza”. disse Datena. “Foi para preservá-lo. Ele não sabia que estava no ar”, afirmou o apresentador à coluna. Datena, que tem contrato com a Band até 2013, e multa de R$ 20 milhões em caso de rescisão, não está satisfeito fazendo programa policial. “Não quero mais fazer, mas tenho que cumprir o que está no contrato”, falou. Ele tem mandado recados, em entrevistas, para a Band. Nesta semana, comentou com João Gordo, na MTV, sobre sua insatisfação.
Mais uma história da SABINADA!

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, disse nesta quinta-feira (8) desconhecer que exista 300 pessoas ameaçadas de morte no Estado, conforme foi divulgado pela Comissão Pastoral da Terra. “Trezentas [pessoas ameaçadas de execução], no Pará, nós desconhecemos que exista”, afirmou.
“Os bispos que nós temos conhecimento, nós já demos toda segurança. Mas nós estamos fazendo um trabalho maior, de inteligência, para detectar de onde estão vindo as ameaças e reprimir o que está causando a violência”, disse.
Na terça-feira (6), o bispo da Diocese da Ilha de Marajó (PA), dom José Luiz Azcona, disse que 300 pessoas que vivem no interior do estado do Pará estão sendo ameaçadas de morte por terem denunciado casos de tráfico de seres humanos, exploração sexual de crianças e adolescentes e pedofilia.
Azcona é um dos quatro religiosos ameaçados de morte no Estado. “Não me preocupa tanto a minha segurança pessoal. Se existem 300 homens e mulheres marcados para morrer, isso indica uma sociedade doente, pobre e moribunda”, criticou.
A declaração de Azcona ocorreu no mesmo dia em que os acusados de participar do planejamento da morte da missionária Dorothy Stang voltaram a ser julgados no Pará. Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante da morte da religiosa, foi absolvido pela Justiça.
Fonte: Folha On line
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